quarta-feira, 24 de maio de 2017

Sábado e domingo para a Caetana


O plano inicial para sábado era começar no IKEA de Loures, seguir para a EcologicalKids no parque das nações e, estando ali, passar também no Vasco da Gama. Depois vir logo embora ou ainda passar no Colombo.
Saímos de casa bem cedinho [6h30] e conseguimos chegar ao IKEA a uma boa hora: 10h20.
O problema foi depois, saímos já quase às 15h e, pior, com a carrinha completamente lotada - imaginem uma carrinha familiar com os bancos de trás baixos e com compras desde a mala até aos bancos da frente, que também chegámos um pouco à frente - Não cabia mesmo mais nada, até tive de vir eu a conduzir para o meu marido ir um pouquinho menos apertado ao lado.
Conclusão: viemos do IKEA diretamente para casa, por volta das 15h - sim, precisamente na hora do calor de sábado, quando estiveram mais de 30º [ao contrário de domingo, em que esteve muito mais fresco e até bastante vento]. Portanto, sábado fizemos 600km só para ir ao IKEA e voltar para casa.
E chegar do IKEA e deixar tudo fechado não podia ser, por isso ainda fomos montar as mobílias da sala.

Domingo de manhã o marido acordou cheio de vontade e montámos a cama da bebé.
À tarde, ele andou a dar um jeito nas paredes do quarto e eu fiz um inventário e arrumei as roupas da Caetana: tirei tudo dos sacos, pendurei babygrows, arrumei camisolas, calças e bodys [tudo por tamanhos e conjuntos], juntei sapatinhos, mantas, gorrinhos, babetes, meias..
Nada está lavado mas está tudo arrumado e inventariado.
Já temos algumas coisinhas para levar na mala de maternidade mas ainda não temos tudo, temos de tratar disso.
O essencial do quarto está montado [carrinho incluído], mas ainda falta muita coisa. Aliás, vendo bem ainda falta metade ou mais.. Mas a divisão já começa a ganhar forma de quartinho de bebé e a ansiedade já começa a aumentar.
Entrámos esta semana nos 7 meses, o que quer dizer que tenho de preparar tudo porque a qualquer momento a Caetana pode nascer [apesar da ansiedade prefiro que ela espere, pelo menos, até às 36 semanas] mas não quero arriscar em deixar pormenores para o fim.


Esta será a cama da Caetana
O quarto vai ser todo montado mas a cama só vai ser feita após o nascimento, por superstição.
Dentro dela estão alguns lençóis e peluches para a Caetana, e está também a mala que será para a maternidade - aquele saco que se vê na fotografia.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Comer chocolates/ guloseimas antes dos 2 anos?

Para quê? Qual é o objetivo?
Mas só um bocadinho não faz mal
E bem? Faz algum bem? Qual é a vantagem de experimentarem essas 'porcarias' tão cedo?
Depois vai ficar com vontade.
Não vai porque não conhece! Nem precisa de conhecer antes dos dois anos! Mesmo aos dois anos não devia mas, antes que algum amiguinho leve para a creche, prefiro dar-lhe eu a provar em casa.
Deixa-o comer, não lhe estragues a infância!
Deixo! Depois dos 2 anos - idade em que ainda está na infância - e em quantidades controladas, não precisa de comer todos os dias. Nem sequer todas as semanas.
Olha que fruto proibido é o mais apetecido.
Eu sei disso e não vou andar feita maluca a negar constantemente.
No entanto, uma das formas de não cair em tentação é não ter dessas coisas em casa. É o que fazemos agora que somos só os dois, porque razão havemos de mudar esse hábito?
Nós somos muito práticos, só compramos o que realmente consumimos, e em quantidades relativamente certas, não costumamos fazer comida a mais. Às vezes comemos mais só para não deitar fora. Custa-me muito deitar comida fora [toda a vida a ouvir "tantas crianças a passar fome e tu não queres a sopa e o peixe?!"] agora custa-me horrores deitar comida fora, é que o meu cão não come comida nossa porque não lhe faz bem.
Por norma fazemos compras semanais no fim de semana e preferimos ter de voltar ao supermercado durante a semana do que comprar em excesso e deixar estragar.
Também não compramos chocolates - só muito raramente - não que não gostemos mas aplicamos o velho ditado de "olhos que não veem, coração que não sente" e assim não caímos na tentação de comer toda uma embalagem de chocolate de uma só vez, como acontecia quando as comprávamos.
Ainda por cima toda a gente sabe que o açúcar é viciante. Deixando de o consumir passamos a ter cada vez menos vontade de o procurar.
Há uma variedade tão grande de alimentos que as crianças podem comer, qual será o objetivo de lhes dar chocolates e gomas antes de terem sequer dois anos?
Coitadinha, depois fica a olhar para os outros.
A Caetana não terá esse problema. Se tudo correr bem e eu arranjar emprego, a creche para onde ela vai não permite chocolate nos bolos de aniversário de crianças com menos de dois anos [ou três, não tenho bem a certeza, mas antes dos dois os bolos são o mais básico possível]. E eu acho muito bem. Se os pais quiserem dar em casa é com eles. Caso contrário não é na creche que o come. Não permitindo chocolate fica a questão uniformizada: todos podem comer bolo [porque não tem chocolate] e nenhum fica a olhar por ter pais conscientes que não deixem comer chocolate com apenas um ano de idade.
Acho que para tudo há um momento, uma oportunidade!
As crianças têm muitos anos para experimentar todo o tipo de guloseimas, quanto mais tarde começarem, melhor para a sua saúde.
Está rechonchuda, que linda!
Esta é a frase que eu nunca vou querer ouvir relativamente à Caetana!
Uma criança rechonchuda pode ser mega fofinha fisicamente, mas não é uma criança saudável. Longe vão os tempos em que gordura era formusura. Já toda a gente sabe que gordura é sinónimo de falta de saúde.
Imagem retirada do Google
Estão a ver a imagem em cima? Um bebé feliz a comer. E a comer o que? Cenoura! Sim, porque os bebés gostam de alimentos saudáveis, só precisam que nós, adultos, os coloquemos ao seu alcance!

sábado, 13 de maio de 2017

Quem escolhe o nome do bebé?

A escolha do nome.
Para mim é obvio que quem escolhe o nome são os pais! Mais ninguém tem sequer que gostar.
Claro que toda a gente tem a sua opinião, haverá quem goste e quem deteste. Cada um é livre de a dar, eu sou livre de a ouvir e não fico minimamente chateada quando torcem o nariz ou dizem que não gostam. Aliás, no fundo até fico contente, assim são menos pessoas com probabilidade de o repetir.
Eu não conheço, pessoalmente, nenhuma Caetana. Sei que existem e conheço algumas através do Instagram, pessoalmente nenhuma.
Também não acho que seja um nome assim tão diferente quanto isso. Enquanto pais temos de ter esse discernimento - o de saber que o nome é a identidade da pessoa, algo que não se muda [apesar de ser possível].
Quando as outras pessoas não gostam.
No nosso caso, a maioria das pessoas estranha o nome. Quase ninguém gosta. E é para o lado que dormimos melhor. Nós, mãe e pai da criança, gostamos e isso basta-nos.
Aliás, quando perguntavam se a bebé já tinha nome a resposta era praticamente automática, os nomes [feminino e masculino] já estavam decididos ainda antes de sabermos o sexo só que, nessa altura, ainda chegámos a responder que estava apenas mais ou menos pensado, o meu marido não queria dizer para não agoirar [nunca percebi muito bem porquê mas respeitei]. Após saber o sexo, a resposta passou a ser automática. Sem vergonhas nem medo de opiniões alheias.
O que não suporto [e, graças a Deus, acho que ainda não nos aconteceu] é dizerem:
- "Ai que nome tão estranho, não querem escolher outro?" ou "Caetana? Não ficava melhor _____".
É que uma coisa é não gostar - e ainda bem que não gostamos todos dos mesmos nomes - outra já é intromissão excessiva num assunto que nada lhes diz respeito.
Quantos nomes deve ter?
O número de nomes que os pais desejarem!
No nosso caso decidimos que terá seis nomes: dois nomes próprios, dois apelidos maternos e dois paternos.
E há quem reaja perguntando:
- Coitadinha, e depois como será na escola? Metam-lhe só três nomes que chega bem.
Essa comigo tem resposta direta:
- Na escola aprende como os outros. Quando quiser ver as notas na pauta até lhe vai dar jeito, como me dava a mim!
A diferença entre ela e eu é que entretanto já tenho mais dois apelidos - do meu marido. Quando souber assinar vou aconselhá-la sempre a não assinar o nome completo. Eu sempre o fiz e continuei a fazê-lo depois de casada. Mas, enquanto adultos temos tanta papeladas para assinar que não imaginam o quanto estou arrependida. Quando formos tratar do cartão de cidadão da Caetana quero aproveitar para mudar a minha assinatura.
A pronúncia do nome.
- Como? Cáitana?
- Cáitana não, há-de cair algumas vezes, quando começar a andar mas é Caetana [sem acento]!
Esta então deixa-me possuída. Eu acabo de dizer CORRETAMENTE o nome da minha filha e as pessoas confirmam-no colocando um acento no primeiro A. Mas porquê? Não ouvem bem? Claro que eu deduzo que as pessoas não façam por mal, então dou esta resposta mas sempre em tom de brincadeira.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Higiene Natural

Lembram-se de ontem eu ter dito que hoje vinha falar de um outro assunto sobre o qual ando a pesquisar e que tinha a ver com a higiene da bebé?
Pois bem, esse tema é a Elimination Comunication ou Higiene Natural e consiste em colocar os bebés no penico logo bebés, com poucos meses.
Calma, não comecem já a pensar que é estúpido e quero tirar a fralda precocemente porque não é nada disso. O objetivo da Higiene Natural não é promover o desfralde precoce - o desfralde acontece apenas quando a criança estiver preparada para tal. Quando imposto pelos adultos, pode resultar em posterior regressão, o que é péssimo para a criança.
Mas voltemos ao tema, a Higiene Natural consiste em perceber os sinais do bebé para o colocar no penico para fazer as suas necessidades. O que não o impede de as fazer em qualquer lugar pois continuará sempre a andar de fralda, que só lhe é tirada no momento de ir ao penico. Ou seja, não quero que a minha filha me peça para ir ao penico, eu é que tenho de compreender quando ela precisa de o fazer. Segundo praticantes de HN, caso não nos seja possível tirar a fralda em determinado momento do dia, não tiramos e pronto [esta é uma das minhas questões, eu considero mais viável que após começar com HN não se deve quebrar só porque não dá jeito no momento - mas ainda ando apenas em pesquisas].
É muito mais confortável [e higiénico] para o bebé fazer cocó para um penico do que para a fralda. Se a fralda fosse confortável todos nós andaríamos com uma e perdíamos menos tempo em deslocações à casa de banho.
Claro que, mais tarde, a prática de Higiene Natural irá ajudar no desfralde porque os pais já conhecem os sinais de quando os filhos necessitam de fazer as suas necessidades mas, inicialmente o desfralde não tem absolutamente nada a ver com o assunto. Até porque em processo de desfralde não andamos a retirar a fralda apenas no momento de casa de banho, tiramos e vamos lembrando a criança de que é necessário ir à casa de banho de vez em quando, evitando que se distraia a brincar.
A Higiene Natural evita as cólicas, uma vez que os pais podem segurar no bebé com as perninhas ligeiramente levantadas, facilitando assim a saída das fezes. O processo é ainda facilitado para os pais de meninas, que não têm pilinha a precisar de ser empurrada para baixo.

Só vejo um problema, a questão que referi acima: o facto de poder ser praticada apenas de forma parcial - quando há disponibilidade - A minha questão é que, depois de a criança se habituar, não se sentirá confortável em sentir a fralda suja.
Preocupa-me a questão da creche, porque é obvio que Higiene Natural não é prática de um local com 10 bebés. No entanto, acho que talvez o bebé se consiga habituar e associe que penico só em casa.
Já aderi ao grupo de FB "Bebe sem Fralda - Brasil Higiene Natural", onde vou acompanhando o testemunho de outras pessoas que praticam HN.
Acredito que já haja pessoas contra esta prática, algo que é sempre bom ler para perceber outros pontos de vista mas ainda não me foquei muito no assunto. Por enquanto tenho andado apenas a pesquisar testemunhos de quem o faz.

Há por aí leitoras que pratiquem Higiene Natural? Deixem o vosso testemunho ;)

Imagem retirada do Google
Praticando ou não Higiene Natural, penico a Caetana já tem. Mas só porque herdou o meu 😛



terça-feira, 9 de maio de 2017

Escolhas sobre o que comprar para a bebé

O mundo está sempre a evoluir e como tal não podemos ficar parados. Eu estou sempre pronta para experimentar coisas diferentes, principalmente agora que vou ser mãe. O mundo dos bebés está tão evoluído que temos de pensar duas vezes antes de comprar seja o que for. É preciso parar, olhar e pensar 'preciso mesmo disto? Ou é só giro e até dá jeito mas vivo bem sem ele?'
O que venho falar hoje são bens essenciais: banheira e fraldas! E, até nos bens essenciais, temos de fazer escolhas.
Eu não tenciono fazer tudo como fez a minha mãe que me educou há quase 30 anos. Desde o meu nascimento, muita coisa mudou, muitos estudos foram feitos, imensas foram as evoluções.
As nossas escolhas, não sendo assim tão recentes ainda não existiam - não desta forma - quando eu nasci.
Banheira Shantala
A primeira banheira da Caetana vai ser uma banheira Shantala. Até já a tem porque quando falei no assunto a mãe do primo de [na altura] 6 meses disse logo para a trazer porque já não lhe servia - ainda não a trouxe mas sim, tenho de a ir buscar quando for ver o pequeno.
No meu tempo, o mais parecido com a Shantala eram baldes/ alguidares sem nomes especiais, pequenos de mais, nunca denominados sequer de banheiras - imagino que servissem para dar banho a quem não tivesse possibilidade de ter uma banheira.
Afinal não são assim tão pequenas e, estudos recentes, demonstram que têm o tamanho ideal para que o bebé que sinta aconchegado como sentia no útero materno.
Estou um pouco aflita porque também já li que poderá não ser fácil para pais de primeira viagem - por falta de jeito - mas penso que tudo se resolverá. A minha prima adorou!

Fraldas reutilizáveis
Isso mesmo. As fraldas de pano, bastante mais evoluídas do que antigamente como é lógico!
Este ponto ainda não está totalmente decidido. Andamos a estudar a possibilidade e, apesar de 95% da decisão estar a pender para o sim, ainda temos 5% de receio de nos virmos a arrepender mais tarde - atendendo ao valor de cada fralda, não é algo que se possa comprar só por experiência. Poder até pode, comprando apenas 1 ou 2 mas, a meu ver, só sabemos se de facto resulta se tivermos um stock considerável, que nos permita lavar fraldas apenas de 2 em 2 ou 3 em 3 dias. Para isso, é necessária uma boa quantidade de fraldas - cerca de 30 a 40 se não estou em erro, para se poderem trocar e manter as sujas num balde 'próprio'. 
Mas passemos ao que interessa. Estamos a considerar esta hipótese, principalmente, por três razões:
  • Mais económico - pagam-se todas de uma vez e está feito!
  • Melhores para o rabinho do bebé - não fica assado e não está sujeito a tanto calor como acontece com as fraldas descartáveis;
  • Amigas do ambiente - por razões óbvias.
Tudo começou com uma publicação no instagram MyPetitMiracle, queixando-se do ar de gozo das pessoas quando ela falava em não usar fraldas descartáveis. Comentei que, se me dissesse a mim, olhá-la-ia com admiração devido a ter de andar sempre a lavar fraldas. Ao que me respondeu que não custa assim tanto porque secam super rápido. Fiquei a pensar no assunto, fui pesquisar e percebi que, se calhar, até são mesmo a melhor opção.
Antes de me iludir falei no asssunto ao meu marido [que é um pouco mais tradicional que eu e a quem não foi fácil explicar, por exemplo, o bom de uma banheira Shantala], e eis se não quando ele me diz "parece-me uma ótima ideia, o preço compensa?"
E portanto estamos mesmo tentados a utilizar fraldas de pano.
Pessoas que utilizam estas fraldas, estão contentes ou arrependidas? Têm algo a dizer sobre marcas/ lojas de que mais gostaram?
Entretanto também já me juntei ao grupo de Facebook 'Fraldas Reutilizáveis' e ao 'Ecologicalkids Fraldas - Portugal'.
Ando também a pesquisar sobre outro assunto, relativo à higiene do bebé, amanhã falarei sobre isso 😊

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Dia da Mãe

O primeiro cá em casa, ainda que não oficial.
Não houve prendas, não concordamos com esse excesso de consumismo. Vão haver lembranças [que estavam esgotadas] para assinalar o dia.
Tal como fiz no dia do pai, fui ao site Mr Wonderful - desta vez a pedido do pai - e só ainda não fiz q encomenda porque o livro estava esgotado. Para evitar os portes de envio extra, vou esperar que volte a estar disponível.
Entretanto, para as avós, vamos também mandar vir uma outra caneca, também do mesmo site.
O livro tem o mesmo objetivo que o do dia do pai: ser mandado vir pelos filhos para o entregarem, já preenchido, à mãe. Nós mandámos vir para irmos preenchendo nos primeiros anos de vida da Caetana.
Durante a tarde levei a Caetana [como se não a levasse sempre comigo 😛] a conhecer os outros melhores amigos de quatro patas.
Claro que já tinha estado com eles desde que estou grávida, mas nunca permiti que se chegassem tão perto como ontem.
A cadela mais que o cão, ele é demasiado bruto e fiquei com receio que me pudesse dar algum safanão na barriga.
O que se vê na foto é o focinho do cão e a pata da cadela, que se aproximou sempre com a sua natural calma. 

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Coisas de miúdos #3

Diálogo entre duas crianças de 8 e 9 anos.
8- Opah tu estás sempre a beber água. Olha que quanto mais bebes mais m1j@$.
9- E quanto mais choro menos m1j@ por isso é fácil, é só passar o dia a beber água e a chorar para não estar sempre a caminho da casa de banho..

Eles lembram-se de cada argumento 😒

terça-feira, 2 de maio de 2017

E aquelas opiniões que nós não pedimos?

Ontem tive de ignorar uma pessoa para não ser mal educada. É que fiz mesmo que não ouvi.
Estivemos com uma cadela que já conhecemos. É de raça grande mas por ter apenas 2 meses ainda só tem o dobro do tamanho do nosso Yorkie. Primeiro aproximou-se o H e disse-me para o deixar ir. Ele, com ciúmes, foi logo armado em parvo a ladrar à outra, o que me fez dizer ao H para lhe dar uma palmada que assim não podia ser.
É então que oiço uma voz "Não lhe batas, eu também tenho uma cadela dessa raça e eles são mesmo assim antissociais".
Mau! Cada um sabe o que tem em casa! Eu tenho o meu Yorkie há quase 2 anos, sei bem como ele é. Ele até é sociável com outros cães, só custa o primeiro contacto. E também tem o seu lado mau, é bem capaz de tentar atacar o outro se se sentir protegido por nós e principalmente se tiver ciúmes.
Mas que raio leva uma pessoa a meter-se assim na vida de outra??
Já me irrita quando dizem "Oh, não lhe batas, coitadinho" porque até parece que o estou a espancar.
Agora, dizerem-me que o meu cão é antissocial só por ser Yorkshire Terrier? Uma pessoa que nunca me viu na vida? Que nunca fez sequer uma festa ao meu cão?
E dizer-me para não lhe bater quando o meu cão está a "atacar" outro?? [eu sei que no fundo ele não ataca mas não gosto que tenha estas travadinhas agressivas].
Desculpem mas não. Ainda bem que consegui ignorar porque eu não ia conseguir ser simpática!
Para começar temos mais 2 cães, de raça grande, com os quais esta coisinha pequena está habituado a lidar e com quem está mal habituado porque manda neles que é impressionante [apesar de não servirem de grande exemplo porque nunca lhe farão mal na nossa presença], mas temos também mais três cães de outras primas:

  • um Chiuaua - agressivo e antissocial com animais e pessoas mas do tamanho do nosso e castrado - são mega amigos e é sempre uma brincadeira desgraçada!
  • um Jack Russel - não percebo. Conhecem-se desde que o meu é bebé mas, talvez por estarem juntos sempre em território do primo o meu tem muito medo dele e da sua vontade de demonstrar quem manda [se é que me entendem].
  • um Staffordshire Bull Terrier - uma raça supostamente perigosa, mas apenas aos olhos da lei. Com este primo ele só teve uma vez e pelou-se de medo. O primo chegava-se para brincar e o meu fugia feito parvo e gania, sem o primo sequer lhe tocar. Larguei-lhe a trela [a minha prima não podia fazer o mesmo porque a lei portuguesa não perdoa] e lá ia ele ter com o primo, voltava a ganir mas não fugia. Nunca chegámos a perceber o que se passou. Medo a sério não foi se não ele tinha fugido, tinha espaço para isso e o outro esteve sempre pela trela.
Isto cães conhecidos e com donos de confiança com quem está habituado a lidar. Já aconteceram encontros pontuais com outros cães também pequenos e a coisa nem correu mal. Só custa mesmo o primeiro contacto.
Mas, com ou sem exemplos, quem será aquela pessoa para opinar sem me conhecer de lado nenhum?
Eu sei que cada raça tem as suas características mas isso não quer dizer que todos os cães da mesma raça tenham exatamente o mesmo feitio e as mesmas reações ao mundo que os rodeia!
E nem que fosse, eu dou palmadas ao meu cão as vezes que achar necessário. Eu não sou tonta, gosto do meu cão mas não lhe vou fazer festas depois de ele ter tentado atacar outra cadela por ciúmes.
Eu gosto imenso dele mas ele tem de perceber que eu posso e vou fazer festas noutros animais sempre que eu quiser [e não é por isso que deixo de gostar dele]! E tem também de perceber que não pode atacar outros cães só porque sim, até para bem dele porque se algum se vira eu nem quero pensar.
Deixo-vos algumas fotos dos nossos três amores de quatro patas. Na primeira parecem só dois, o caga-tacos esta a ser lambido pela mana :P

segunda-feira, 1 de maio de 2017

abril


  • Parecia estar a começar bem: comprámos o carrinho e descobrimos o sexo da bebé;
  • Logo a seguir, sem qualquer aviso prévio, fizemos uma das piores despedidas;
  • Depois veio família de fora - seria bom, se o motivo fosse outro;
  • Essa família ficou uns dias, ajudando a atenuar a situação, mas depois também foram embora;
  • No final do mês, festejámos aniversários da minha parte e o H alinhou em brincadeiras taurinas quando nunca ia sequer assistir.
  • No fundo foi um mês que, apesar de ter tudo para ser bom, acabou por ter um dos piores acontecimentos, que o abalou e marcou da pior forma para sempre. Por este andar será [para nós] o pior mês do ano;
  • Querido maio, que sejas melhor do que abril - não é difícil!

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Análise da Glicose

Ia a medo. Tinha ouvido que sabia horrivelmente mal, dava vontade de vomitar e caso isso acontecesse ficava sem efeito e tinha de ser repetido.
Depois também tinha ouvido a outra versão, de primas que diziam não custar assim tanto nem saber assim tão mal.
Cheguei ao laboratório e, mesmo com senha prioritária e análises marcadas na semana passada, esperei meia hora entre 'check in' e análises.
No check in perguntaram-me se sabia que ia ficar cá 2 horas, mas nem assim fui a primeira a ser chamada.
Entretanto só me sentei enquanto esperei o check in, assim que me levantei fiquei sem lugar - sentou-se um senhor muito cavalheiro 😒 E não, não era idoso!
Mas tudo bem, esperei de pé, graças a Deus estou grávida mas não doente 😉
Depois entrei, tirei sangue e pedi para beber o líquido de limão, se possível fresco. Foi possível. Pensava que era apenas um copo, foi mais. Em compensação pensava que sabia pior.
A seguir bebi um golinho de água e vim esperar para o corredor do lado - arejado e com acesso à internet.
Na primeira hora o meu tio teve poucos doentes, veio ter comigo e fui com ele ao café [do hospital claro], o que ajudou porque mudei de ares e não estive sempre a pensar no mesmo.
Na segunda hora a Caetana ficou farta, mais agitada e mexeu-se mais.
O feedback geral é que o tempo até passou relativamente rápido e o exame não custa assim tanto. Só tive sede, mas nada de insuportável 😉
Entretanto esqueci-me de trazer qualquer coisa para comer depois mas passaram os voluntários e deixaram-me umas bolachas Maria.