quinta-feira, 22 de junho de 2017

Educar um filho na cidade ou no campo?

Eu escolhi o campo!

Nasci e vivi na minha cidade até aos 18 anos.
Aos 18 mudei de cidade: saí de casa da mãe para estudar.
Aos 20 conheci o H.
Vivemos 2 anos na cidade onde nos conhecemos e, aos meus 22, mudámo-nos para a vila 'dele'.
Inicialmente eu estava em estágio, fazia todos os dias 60km: vivia na vila e 'trabalhava' na cidade distrito.
Quando acabei o estágio fiquei mais pela vila, não ia [nem vou] todos os dias a nenhuma cidade, porque não preciso!

É melhor viver no campo ou na cidade?
Acho que não há uma resposta universal. Para mim, sem dúvida, é melhor viver no campo mas compreendo quem prefere viver na cidade - gostos não se discutem.
Mas a verdade é que, hoje em dia, tudo chega a todo o lado, graças a este fenómeno chamado internet. Tanto nos chegam as notícias de todo o mundo como as compras de que precisamos.
Raras são as lojas que não têm loja online. Nesses casos, ou só porque preferimos escolher fisicamente, pegamos no carro e deslocamo-nos.

E quanto à educação de um filho?
Numa vila [e no nosso caso também na cidade concelho - que fica a menos de 15km], a educação e a saúde estão um pouco mais condicionadas. Há menos hipóteses de escolha entre escolas e - o que considero menos bom - menos atividades extra curriculares: Eu sou apologista de os colocar em várias durante o jardim de infância [enquanto ainda não têm responsabilidades] para que experimentem e saibam do que gostam mais, para depois decidir o que querem continuar quando entrarem para a escola primária.
No entanto, apesar de poucas atividades, há toda uma liberdade que não há nas [médias e grandes] cidades!

O que é viver numa vila?

  • é ter um problema de água, chegar a casa e ter 2 garrafões cheios à porta, deixados pelos vizinhos;

  • é os vizinhos perguntarem onde vamos e dizerem onde vão ou de onde vêm, mesmo sem nós perguntarmos nada;
  • é comer fruta diretamente das árvores;
  • é passar pelas pessoas e cumprimentar;
  • é ajudar e ser ajudado;
  • é ter espaços que permitam às crianças brincar ao ar livre sem perigos;
  • é ver e perceber de perto as mudanças de estação pelas árvores, flores e amimais;
  • é passar por vacas/ porcos/ cabras/ galinhas/ ovelhas/ cavalos, a caminho da escola;

  • é ter insónias de madrugada e ver o nascer do sol ao som dos passarinhos;
  • é não ter trânsito [habitualmente] para chegar a lado nenhum;
Ok, ás vezes há trânsito mas é raro..
  • é ter imensos espaços verdes; 
  • é poder ter uma horta e ver crescer alguns dos nossos próprios alimentos;
Uma mínima amostra recolhida, no ano passado, na horta do bisavô da Caetana
  • é as crianças poderem andar sozinhas sem correrem riscos;
  • é saber sempre o que os miúdos andam a fazer porque há sempre alguém que os viu;
  • é saber 'filtrar' as informações que nos chegam via facebook analógico [leia-se de boca em boca] que nem sempre são credíveis - toda a gente sabe que se inventa muito em meios pequenos;
  • é toda a gente se conhecer, para o bem e para o mal;
  • é tanta coisa..

Viver numa vila proporciona todo um contacto com a natureza que não é permitido nas cidades.


Ao mesmo tempo, pegamos no carro e em menos de nada estamos numa cidade grande, para ir com os nossos filhos a um museu ou a um concerto do panda e os caricas.
Tudo depende da vontade e disponibilidade dos pais em sair com as crianças de vez em quando.
Eu sei que as crianças de cidade também podem passar fins-de-semana nas vilas, tomando contacto com a natureza e os animais, mas não acho que seja a mesma coisa.

Por tudo isto e muito mais eu escolhi viver no campo e tenciono educar aqui a minha filha. Parece que me contradigo porque a vou colocar na creche da cidade concelho [uma cidade pouco maior do que a 'nossa' vila] mas são apenas 15 minutos de distância, bem menos do que a maioria das crianças demora a chegar à creche numa cidade grande.

[Todas as fotos deste artigo foram tiradas por mim, na vila onde vivemos e na estrada que separa a vila da cidade concelho].

quarta-feira, 14 de junho de 2017

A Caetana e em posição para nascer

A minha escolha relativamente ao sexo do bebé pendia ligeiramente mais para menino. Não sou muito feminina nem gosto muito de cor-de-rosa - não é que não goste da cor, o que eu não gosto é da tendência exagerada de ser TUDO cor-de-rosa quando se fala em meninas.
Vestir um menino é mais fácil, qualquer 'trapinho' lhe fica bem e não há ganchinhos nem lacinhos para prender o cabelo.
Acontece que, às 21 semanas, a Caetana mostrou ser uma menina. Já tinha nome porque eu e o pai já tínhamos escolhido para ambos os sexos.
Ontem, 10 semanas depois, fizemos nova ecografia. O Dtr disse que se via bem o sexo e eu perguntei se se mantém menina - apesar de o Dtr ter dado logo a certeza às 21 semanas.
O H desatou a rir, pensando tratar-se de algum tipo de esperança da minha parte em que, afinal, fosse menino. Mas não, a minha pergunta foi exatamente no sentido contrário.
Desde há 10 semanas que trago A meninA Caetana dentro de mim. O seu quartinho, apesar dos tons neutros, foi pensado para A Caetana. O saco de maternidade tem roupas para elA. Tudo foi pensado para A Caetana.
Ontem, quando fiz a pergunta ao Dtr fiquei extremamente feliz em ouvir 'sim, é mesmo uma menina olhem aqui' - eu não percebi nada da imagem mas confio na palavra do Dtr.
Agora, depois de 10 semanas não me faria qualquer sentido que fosse menino. Estou muito feliz em saber que a Caetana é mesmo uma menina. Não me faria sentido, 10 semanas depois, saber que se tinha tratado de um engano, como acontece tantas e tantas vezes.

Depois falámos sobre o parto. A Caetana já está virada para baixo e tudo indica que será parto normal. E o H voltou a rir-se por causa de eu 'preferir' cesariana.
Ora, não é que eu prefira cesariana. Eu, na minha mais profunda vontade, até preferia parto normal, sem epidural sem nada mas... e coragem para isso?
Até com epidural me assusta o parto normal, as dores.. Preferia cesariana no sentido de estar a dormir e não custar nada no momento, mesmo que digam que a recuperação é pior.
No entanto, sabendo que o médico defende parto normal, quem sou eu para pedir cesariana só por medo das dores? Não tenho assim tanto medo que me leve a pedi-lo contra vontade do médico, até porque num parto normal é tudo mais natural, todo o corpo colabora melhor.
A minha preferência era mesmo só essa: o medo!
Assim, o que perguntei quando falámos no parto normal foi apenas 'com epidural, certo Dtr?' Ao que ele respondeu 'pois claro que sim!'
E assim vim descansada com a nossa menina em posição e mentalizada que, se Deus quiser, terei um saudável parto normal daqui a umas semanas, quando a Caetana achar que chegou o seu momento de vir ao mundo!


terça-feira, 13 de junho de 2017

Mala de maternidade

No fim de semana de fim de 30 semanas fizemos o saco de maternidade da Caetana.

O meu ainda não está feito mas o da bebé era a urgência.
Para primeira roupinha, no hospital, mandam levar:
- Roupa interior: body de manga comprida e collants [só me lembrei depois da foto];
- Roupa exterior: Fofo com camisola;
- Gorro;
- Fralda descartável;
- Fralda de pano;
- Manta;
- Não mandam levar luvas mas nós levamos.
[falta um casaquinho branco].

Segunda roupa:
- Body;
- Collants [porque a roupa não é 100% algodão e não quero arriscar];
- Camisola e calças;
- Gorro;
- Fralda de pano;
- Manta;

Terceiro dia:
- Babygrow;
- Gorro;
- Fralda de pano.
[as mantas e luvas dos outros dias servem].

Entretanto ainda não temos mais fraldas descartáveis mas, em princípio, serão iguais à da primeira roupa - da rebento - que são ecológicas.
Faltam também as toalhitas, quero perguntar no hospital se podemos levar compressas, não me agradam as toalhitas - sei que serão muito úteis, mas mais para a frente.
Vou mandar vir um Swaddle, se chegar a tempo [de ser lavado e passado] ainda o coloco na 1ª roupa..

Estas são as roupas que estão no saco [principal] de maternidade - aquele que vai andar comigo sempre que me afastar alguns km de casa - depois haverá outro saco para o pai levar, com mais roupa, uma vez que 100km separam a nossa casa do hospital: mais bodies, babygrows, meias, sapatinhos [só por prevenção porque estando a bebé tapada não precisa de sapatinhos].
Além disso, é normal a bebé sujar-se e ter de trocar de roupa e eu gosto muito de roupa prática.
Sei que ficam muito lindos nas fotos com certo tipo de roupa mas, inicialmente, os bebés passam muito tempo deitados e acho importante que ninguém se esqueça disso.
Adoro registar tudo em fotografia mas é mais importante o conforto do que as fotos bonitas! Eu vou ter uma bebé, não uma boneca.
As roupinhas estão nestes saquinhos individuais, a primeira está logo por cima para facilitar.

Se alguém, principalmente mães, tiver algo a acrescentar eu agradeço imenso. Estou mais descansada porque já fiz a mala mas tenho receio que falte algo, é muita novidade junta..
E eu depois dou feedback, sobre se chegou / faltou, que quantidade usou no hospital [tentarei depois fazer um post sobre isso quando viermos para casa com a bebé].

quinta-feira, 8 de junho de 2017

O melhor acaso de sempre

Um acaso que estava destinado, tinha de acontecer!
Logo hoje, que dizem ser o dia dos melhores amigos, Parabéns a nós!
Casámos em agosto mas o 8 de junho há-de ser sempre especial ♥️
Que venham muitos mais anos a teu lado, meu amor!
♥️

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Ser feliz

Eu sou feliz!
Não tenho tudo o que gostaria, tenho o essencial para ser feliz!
Passei a ser mais feliz quando comecei a dar mais valor ao que tenho e a pensar menos no que poderia ter.
Não sou milionária por isso, materialmente falando, não posso ter exatamente tudo o que queria!
Mas posso ser feliz com o que tenho e, graças a Deus, nunca me faltou nada. Veremos o essencial para ser feliz:

  • Nunca passei fome;
  • Sempre tive teto;
  • Sou casada e feliz com o meu marido;
  • Estou grávida;
  • Eu e o meu marido partilhamos a mesma opinião/ valores quanto à educação que queremos dar à nossa filha;
  • Temos três cães: um pequenino dentro de casa e dois maiores fora;
  • A nossa casa tem três quartos: o nosso, o da Caetana e o de visitas - o essencial visto vivermos no mesmo sítio que a família dele mas a 100km da minha.
Quando algo me corre mal, tento sempre ver o que posso retirar de positivo. Nem sempre é possível e, quando não é, não tenho outro remédio a não ser adaptar-me à situação e não me vitimizar para que, quem me rodeia, não tenha pena de mim - detesto que tenham pena de mim!
Eu também choro quando preciso de chorar. Choro no momento em que algo corre mal e não há lado positivo [umas vezes não há mesmo, outras sou eu que só os vejo mais tarde], depois adapto-me porque a vida continua! Não ando eternamente a ter pena de mim porque não é isso que me vai resolver a situação.

Falando de uma situação real da minha vida onde há algo positivo: estou a dar AEC'S [Atividades de Enriquecimento Curricular], recebo pouco dinheiro mas só trabalho 1 hora por dia, e não trabalho terças - dias de consultas de gravidez. Podia encarar a situação de duas formas:


  1. Bolas, recebo tão pouco, que miséria!
  2. Boa, recebo algum e estou praticamente à porta de casa. Ainda por cima só 1 hora por dia, em princípio, se Deus quiser, vou poder cumprir o contrato até ao fim sem precisar de meter baixa. Melhor ainda: nem preciso de faltar para ir às consultas que são a 100km.
O ordenado é o mesmo, a forma como encaro a situação é comigo! Cabe-me encará-la pelo lado positivo ou negativo!
Claro que eu encaro o segundo ponto de vista - o lado positivo da questão - e estou bastante satisfeita. Dentro da minha condição de grávida, tive aqui uma ótima hipótese de ganhar algum dinheiro e, ainda por cima, na minha área. Não estou colocada como professora, mas trabalho com crianças!

Nós não podemos ser vítimas dos males que nos acontecem na vida.
Se queremos ser felizes temos de encarar os aspetos bons da nossa vida e deixar de pensar no que podíamos ter ou fazer se a nossa vida fosse diferente.
Não é "Eu ia para o ouro lado do mundo durante um mês se ganhasse o euromilhões" mas sim "Eu vou para outra zona do meu país 1 semana para sair da rotina e espairecer a cabeça". São destinos e tempos diferentes? São, mas são férias, é descanso!
Se começarmos a pensar mais "Eu sou feliz porque..." em vez de "Coitada de mim porque..." vão ver que tudo parece melhor e mais fácil de resolver.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

maio


  • O meu primeiro dia da mãe;
  • Quinto mês sem fumar;
  • Montámos o quarto da Caetana. Ainda não está a 100% mas já se nota que é um quarto de bebé;
  • Já devia ter a mala de maternidade preparada, está apenas 'encaminhada';
  • Comprámos as primeiras fraldas reutilizáveis da Caetana;
  • Engordei imenso;
  • Começaram-me a inchar os pés;
  • Feliz dia da Criança para iniciar este mês de junho!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

As primeiras fraldas reutilizáveis

A Caetana já tem as primeiras fraldas reutilizáveis, que irá começar a usar assim que viermos do hospital, se já servirem. Optámos por não comprar tamanho recém-nascido, achámos que serviriam pouco tempo e pensamos que as que comprámos servem perfeitamente a um bebé recém-nascido.
Fomos à Ecologicalkids e a funcionária mostrou-nos as fraldas de bolso e fraldas tudo-em-um [também mostrou as pré-dobradas mas essas não estavam nos nossos planos].
Optámos apenas pelas de bolso e comprámos, para já, 6:
- 2 piriuki
- 2 blueberry
- 2 charlie banana

As primeiras fraldas reutilizáveis da Caetana

As primeiras quatro parecem-nos dar desde o início, as Charlie Banana é que já são maiorzinhas [na foto, a azul e a rosa].
Só comprámos estas por uma questão de padrões. Sabemos que há imensos e que o aconselhável é ter cerca de 30 fraldas. Assim, quisemos comprar apenas fraldas de que gostássemos mesmo e, aos poucos vamos mandando vir do site.
Uma das razões para a escolha destas fraldas é a questão económica, portanto, não valia a pena estar a comprar só para ter em stock porque depois ia acabar por comprar fraldas em excesso, por gostar de outros padrões que fossem aparecendo.
Esta é uma das desvantagens destas fraldas - os variados e giríssimos padrões! Há imensos e a grande maioria são espetaculares, o que faz com que as mães acabem por gastar mais dinheiro, comprando mais fraldas do que as necessárias.
Estou a brincar, tem de ser tudo uma questão de bom senso. Por isso é que ainda só trouxemos estas.. Até às 25 posso ir perdendo a cabeça à vontade com diferentes padrões, depois das 25 logo vemos se precisamos de mais ou não..
Agora passemos ao que interessa para quem está fora do assunto.

O que é uma fralda de bolso?
A fralda de bolso tem a camada exterior impermeável e, no seu interior, um bolso para colocar absorventes de acordo com a necessidade. Durante o dia coloca-se um absorvente, para sestas ou viagens dois ou mais, para que a fralda se aguente durante mais tempo.
Cada fralda trás 2 absorventes e, se virmos necessidade, é possível comprar absorventes extra, uma vez que demoram mais tempo a secar do que as fraldas.
O tecido da fralda é Stay-Dry, ou seja, o xixi do bebé passa "para baixo" onde está o absorvente e a parte que está em contacto com o seu rabinho mantém-se seca. Claro que a fralda deve ser mudada na mesma porque, apesar de seca, esteve em contacto com o xixi mas, se não pudermos mudá-la logo, o bebé estará mais confortável, com o rabinho seco.

O que é uma fralda tudo-em-um (ou all-in-one)?
É uma peça única, ou seja, uma fralda já com o absorvente incluído (cosido na própria).
Se por um lado é mais prático, por outro demoram mais tempo a secar, porque os absorventes são o que demora mais a secar e, nestas fraldas, não é possível fazer a separação.
No entanto, poderão ser a melhor opção para a creche, caso haja algum inconveniente com as de bolso, onde convém separar o absorvente da fralda quando esta é retirada à criança.

E depois, tiramos a fralda e colocamos onde?
Fácil, só precisamos de dois tipos de saco [e convém ter dois sacos de cada tipo para utilizar um enquanto o outro está a lavar], para balde e para transporte, ambos impermeáveis e laváveis na máquina, juntamente com as fraldas:

Saco para balde - serve para guardar as fraldas em casa, tipo cesto da roupa suja, com a diferença de que o próprio saco também vai à máquina. É aberto em cima e tem um fecho em baixo.
Vamos colocando as fraldas e, no momento da lavagem, é só pegar no saco, abrir em baixo e colocar tudo na máquina - com os movimentos do tambor, as fraldas e absorventes saem do saco durante a lavagem.
Escolhemos este em branco e já colocámos no balde da Caetana
Saco para transporte - permite guardar as fraldas quando estamos fora de casa e serve perfeitamente para levar para a creche.

Imagem retirada do site da EcologicalKids porque ainda não comprámos nenhum

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Querida Caetana #7meses

Entrámos nas 28 semanas de ti, ou seja, nos 7 meses. Começámos logo com consulta.
Estamos com 6kg a mais desde última consulta, ou seja, 6kg engordados neste último mês. Gosto de falar no plural para pensar que este peso também é teu quando, na realidade, sei que ainda não é o caso [tens o teu peso claro mas nada que se compare a estes exagerados 6kg]. Até a senhora enfermeira me mandou pesar duas vezes, pensando tratar-se de algum erro.
Em toda a gravidez engordei 11kg - o que até agora não seria mau de todo, se 6 deles não tivessem chegado apenas no último mês.
Dada a situação já comecei a fazer mudanças:
  • Acabou-se o leite de soja, que comprava em pacotes pequeninos para lanches mais apressados - estão cheios de açúcar e nunca tinha reparado nisso;
  • As bolachas agora são Maria: têm pouquíssimo açúcar e zero sabor!
  • Os cereais do pequeno almoço também mudaram para uns muito menos açucarados;
  • Tenho de controlar o apetite excessivo que tenho tido. Penso que este é o ponto mais fácil, primeiro porque o facto de saber que engordei tanto ajuda o psicológico a controlar o apetite. Segundo porque o calor costuma dar sede mas não fome, e ele está a chegar.
Qual o problema do peso? Há a questão estética claro, mas essa resolve-se no pós-parto, com muita força de vontade!
Depois há a questão saúde, principalmente a saúde dos meus pés, que estão inchados e têm doído, principalmente de manhã quando me levanto e, durante o dia, se andar muito ou estiver demasiado tempo de pé. Não é só da gravidez, eu já tinha problemas nas articulações [no geral, não apenas nos pés], mas ultimamente ando pior.
Ora, se já assim ando pior, nem imagino como será se continuar a engordar 6kg por mês. Quanto mais pesar o meu corpo, mais dores terei nos pés!
Além do peso e das dores nos pés, também as mãos andam inchadas e dão dores horríveis [principalmente de manhã]. Por vezes tenho formigueiros nos dedos, cada vez mais frequentemente.
Já começo também a cansar-me mais do que o normal, noto isso a passear o cão, que é um passeio mega curtinho.

Tirando estes "efeitos secundários" de grávida que fazem parte do processo, está tudo bem, fazemos ecografia dentro de 3 semanas mas o teu coraçãozinho batia bem, e o doutor percebeu que estavas de cabeça para baixo - como tens estado em quase todas as consultas. [Cá para mim vais andar até ao fim com a cabeça para baixo e vais virar-te à última da hora :P]

Esta parece uma publicação queixosa mas não, é apenas uma publicação de registo para leitura futura. Se me perguntarem se voltava a engravidar mesmo com estas dores a resposta é certa e sem qualquer dúvida: Claro que voltava! Tudo vale a pena por cada murro e pontapé que dás aí dentro! E vai valer ainda mais quando estiveres nos nossos braços!
Vídeo desta semana
Aqui estamos nós, mais redondinhas
Tu, Caetana, e o Óscar a apanhar sol

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Sábado e domingo para a Caetana


O plano inicial para sábado era começar no IKEA de Loures, seguir para a EcologicalKids no parque das nações e, estando ali, passar também no Vasco da Gama. Depois vir logo embora ou ainda passar no Colombo.
Saímos de casa bem cedinho [6h30] e conseguimos chegar ao IKEA a uma boa hora: 10h20.
O problema foi depois, saímos já quase às 15h e, pior, com a carrinha completamente lotada - imaginem uma carrinha familiar com os bancos de trás baixos e com compras desde a mala até aos bancos da frente, que também chegámos um pouco à frente - Não cabia mesmo mais nada, até tive de vir eu a conduzir para o meu marido ir um pouquinho menos apertado ao lado.
Conclusão: viemos do IKEA diretamente para casa, por volta das 15h - sim, precisamente na hora do calor de sábado, quando estiveram mais de 30º [ao contrário de domingo, em que esteve muito mais fresco e até bastante vento]. Portanto, sábado fizemos 600km só para ir ao IKEA e voltar para casa.
E chegar do IKEA e deixar tudo fechado não podia ser, por isso ainda fomos montar as mobílias da sala.

Domingo de manhã o marido acordou cheio de vontade e montámos a cama da bebé.
À tarde, ele andou a dar um jeito nas paredes do quarto e eu fiz um inventário e arrumei as roupas da Caetana: tirei tudo dos sacos, pendurei babygrows, arrumei camisolas, calças e bodys [tudo por tamanhos e conjuntos], juntei sapatinhos, mantas, gorrinhos, babetes, meias..
Nada está lavado mas está tudo arrumado e inventariado.
Já temos algumas coisinhas para levar na mala de maternidade mas ainda não temos tudo, temos de tratar disso.
O essencial do quarto está montado [carrinho incluído], mas ainda falta muita coisa. Aliás, vendo bem ainda falta metade ou mais.. Mas a divisão já começa a ganhar forma de quartinho de bebé e a ansiedade já começa a aumentar.
Entrámos esta semana nos 7 meses, o que quer dizer que tenho de preparar tudo porque a qualquer momento a Caetana pode nascer [apesar da ansiedade prefiro que ela espere, pelo menos, até às 36 semanas] mas não quero arriscar em deixar pormenores para o fim.


Esta será a cama da Caetana
O quarto vai ser todo montado mas a cama só vai ser feita após o nascimento, por superstição.
Dentro dela estão alguns lençóis e peluches para a Caetana, e está também a mala que será para a maternidade - aquele saco que se vê na fotografia.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Comer chocolates/ guloseimas antes dos 2 anos?

Para quê? Qual é o objetivo?
Mas só um bocadinho não faz mal
E bem? Faz algum bem? Qual é a vantagem de experimentarem essas 'porcarias' tão cedo?
Depois vai ficar com vontade.
Não vai porque não conhece! Nem precisa de conhecer antes dos dois anos! Mesmo aos dois anos não devia mas, antes que algum amiguinho leve para a creche, prefiro dar-lhe eu a provar em casa.
Deixa-o comer, não lhe estragues a infância!
Deixo! Depois dos 2 anos - idade em que ainda está na infância - e em quantidades controladas, não precisa de comer todos os dias. Nem sequer todas as semanas.
Olha que fruto proibido é o mais apetecido.
Eu sei disso e não vou andar feita maluca a negar constantemente.
No entanto, uma das formas de não cair em tentação é não ter dessas coisas em casa. É o que fazemos agora que somos só os dois, porque razão havemos de mudar esse hábito?
Nós somos muito práticos, só compramos o que realmente consumimos, e em quantidades relativamente certas, não costumamos fazer comida a mais. Às vezes comemos mais só para não deitar fora. Custa-me muito deitar comida fora [toda a vida a ouvir "tantas crianças a passar fome e tu não queres a sopa e o peixe?!"] agora custa-me horrores deitar comida fora, é que o meu cão não come comida nossa porque não lhe faz bem.
Por norma fazemos compras semanais no fim de semana e preferimos ter de voltar ao supermercado durante a semana do que comprar em excesso e deixar estragar.
Também não compramos chocolates - só muito raramente - não que não gostemos mas aplicamos o velho ditado de "olhos que não veem, coração que não sente" e assim não caímos na tentação de comer toda uma embalagem de chocolate de uma só vez, como acontecia quando as comprávamos.
Ainda por cima toda a gente sabe que o açúcar é viciante. Deixando de o consumir passamos a ter cada vez menos vontade de o procurar.
Há uma variedade tão grande de alimentos que as crianças podem comer, qual será o objetivo de lhes dar chocolates e gomas antes de terem sequer dois anos?
Coitadinha, depois fica a olhar para os outros.
A Caetana não terá esse problema. Se tudo correr bem e eu arranjar emprego, a creche para onde ela vai não permite chocolate nos bolos de aniversário de crianças com menos de dois anos [ou três, não tenho bem a certeza, mas antes dos dois os bolos são o mais básico possível]. E eu acho muito bem. Se os pais quiserem dar em casa é com eles. Caso contrário não é na creche que o come. Não permitindo chocolate fica a questão uniformizada: todos podem comer bolo [porque não tem chocolate] e nenhum fica a olhar por ter pais conscientes que não deixem comer chocolate com apenas um ano de idade.
Acho que para tudo há um momento, uma oportunidade!
As crianças têm muitos anos para experimentar todo o tipo de guloseimas, quanto mais tarde começarem, melhor para a sua saúde.
Está rechonchuda, que linda!
Esta é a frase que eu nunca vou querer ouvir relativamente à Caetana!
Uma criança rechonchuda pode ser mega fofinha fisicamente, mas não é uma criança saudável. Longe vão os tempos em que gordura era formusura. Já toda a gente sabe que gordura é sinónimo de falta de saúde.
Imagem retirada do Google
Estão a ver a imagem em cima? Um bebé feliz a comer. E a comer o que? Cenoura! Sim, porque os bebés gostam de alimentos saudáveis, só precisam que nós, adultos, os coloquemos ao seu alcance!