sexta-feira, 14 de julho de 2017

A responsabilidade e a doença!

O H andou [e anda] com dores. Como diz a minha prima, tem aquela doença dos homens. Não, não é uma doença só de homens, o H anda [ou andou, não sei bem] hipocondríaco!
Só assim se explica que, de há uns tempos para cá, esteja sempre aflito e, pior, com medo de ter uma doença grave e morrer, antes mesmo de conhecer a filha - prevista para nascer daqui a 5 semanas.
Quando o conheci 'nunca' estava doente. Por vezes tinha dores, mas só se queixava quando se tornavam insuportáveis [e já doíam há vários dias].
Desde que engravidei começou a ter algumas dores. Quanto mais a gravidez se aproxima do final, mais dores / caroços ele tem.
Na semana passada apareceu-lhe um 'caroço' na garganta e, por não lhe doer, ficou em pânico. O meu tio é otorrino, assim que lhe apalpou a garganta percebeu que, graças a Deus, o que ele sentia não era nenhum caroço mas sim a formação normal da garganta [o meu tio explicou com nomes, eu é que não os sei].
Eu percebo que tudo isto esteja associado à gravidez e ao stress da responsabilidade que se aproxima. No entanto acho que ele não está a fazer bem as contas.
O que é que as contas têm a ver com o assunto? Tudo!
O principal problema do H é morrer e não ficar cá para governar a filha [porque as restantes responsabilidades não o assustam, e ainda bem].
Ok, um filho é uma despesa mas bolas, há gente com bem menos que nós que tem filhos e nada lhes falta!
Nós até somos daqueles casais que tem noção de que educar não é dar prendas a toda a hora!
Mas bom, entretanto anda melhor. Tirou uns dias para ficar a descansar as costas e, aparentemente a situação está mais controlada.
Foi também a um médico de clínica geral que lhe receitou uns medicamentos e a um ortopedista que lhe passou um Raio-X e uma TAC - ficaram ambos agendados para agosto, por não ser possível fazer antes.
A TAC tem por finalidade o despiste de uma hérnia discal [um dos seus medos], mas depois do possível 'diagnóstico', a minha mãe referiu uma data de pessoas que também as têm, não foram operadas e continuam as suas vidas.
Não sei se foram essas histórias ou o simples facto de ter percebido que o seu estado psicológico estava a influenciar muito as dores [até porque o médico de clínica geral também referiu que o stress ajuda a que os nervos das costas se contraiam e doam] mas mudou de atitude e ficou mais animado.
Ontem já foi trabalhar e chegou a casa com uma alma nova [graças a Deus].
Vamos ver o que nos reservam os próximos episódios.

E as mamãs desse lado, também têm ou conhecem alguma história deste género? Contem-me as vossas histórias!

educação


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segunda-feira, 3 de julho de 2017

O início de uma grande amizade!

Ele dorme aos nossos pés [ou vai dormir para o corredor ou para a sala quando está mais calor].
Ontem, quando me sentiu acordar, mudou de sítio.
Continuou a dormir, junto à Caetana 💛
Tenho a certeza que eles vão ser melhores amigos e, dentro das suas limitações de tamanho e peso, ele vai ser o seu protetor!
Estou muito curiosa com as reações de ambos. Como reagirão um ao outro?
Na minha opinião o Óscar está na idade ideal para a chegada de um bebé: Tem 2 anos, já não é cachorro - está educado, conhece as suas limitações em casa [não que seja super obediente mas, obedecendo ou não, sabe até onde pode ir], já não faz aquelas asneiras de cachorrinho nem anda a roer tudo o que lhe aparece à frente. Por outro lado ainda é novinho e tem muitos anos pela frente.
Só tenho medo de uma coisa: as unhas! Já mandei vir uma lima elétrica e quero ir com ele a um groomer tratar do assunto [e também do pelo, por uma questão estética - tem cada ponta a crescer para seu lado].
Ele não é mau para as pessoas mas não tem noção que, mesmo sem querer, as suas unhas arranham imenso.
Quanto à reação da Caetana tudo é mais incerto.
A verdade é que ela já conhece o Óscar. Já lhe deu pontapés e ouve-o todos os dias [ele faz por ser ouvido].
O que mais me aflige em relação a ela é outro aspeto.. Ela vai nascer já com a presença do Óscar cá em casa. Mas ele tem uma esperança média de vida bastante inferior à nossa. Assusta-me pensar que, nalgum momento, a Caetana vai ter de lidar com a perda dele. Eu sei, há perdas bem piores, mas esta é uma perda certa! No máximo dos máximos, o Óscar durará até aos 14 anos dela. Mas não pensemos nisso agora..
A verdade é que acho que eles serão grandes amigos e vou adorar ver a Caetana crescer com o Óscar!
Nunca li nenhum estudo que dissesse que é prejudicial para as crianças crescer com animais em casa. Por outro lado, já li imensos que provam precisamente o oposto - é super benéfico crescer com animais em casa!

sábado, 1 de julho de 2017

junho

  • Sexto mês se fumar;
  • Quarto da Caetana completamente montado;
  • Saco de maternidade da Caetana preparado;
  • Desta vez só engordei 500g;
  • Os pés continuam inchados e, graças a ser verão, já só me servem umas sandálias ortopédicas que ajudam a minimizar o inchaço;
  • Tivemos a certeza de que a Caetana é pequenita e o médico prevê que nasça com cerca de 3kg;
  • Entrei de férias e fiquei oficialmente desempregada;
Que venha julho, o último mês completo que passarei grávida, se Deus quiser.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

A sério Maya?

Nem queria falar sobre este assunto, acho até estúpido dar importância a uma pessoa que diz adivinhar o futuro com base em cartas [sim, se ela não respeita o corpo de outras mulheres também não tenho de respeitar a sua profissão/ ocupação/ trabalho/ o que lhe queiram chamar].
Mas a verdade é que não aguentei.
Quem é que a Maya pensa ser para desrespeitar uma pessoa desta forma?
Realmente as mulheres conseguem ser muito cruéis umas com as outras, mas isto é de mais. E ainda diz que "Uma figura pública é um exemplo". Pois é, e um exemplo devia ser também o respeito pelos outros, coisa que a própria não teve pela Carolina.
Toda a gente sabe quem é a Maya, se acha que é pouco falada que faça algo de útil e publique nas redes sociais - assim tanto pode ser elogiada por fazer ou criticada por mostrar! Mas não, isso dá muito trabalho não é? Sentar-se e criticar custa menos, ainda por cima até lhe pagam para isso!
Ela bem diz que  "Estou muito habituada a ser criticada e lido muito bem com isso" - Nota-se que lida bem com isso, lida tão bem que até faz de propósito! 

Nem todas as mulheres conseguem voltar à forma tão depressa como desejariam (...) o importante é haver saúde!

Como é que ela tem coragem de dizer que não é normal o corpo da Carolina estar como está?
Falamos de uma pessoa que em menos de 11 meses passou por 2 [sim, DUAS] cesarianas. Uma pessoa que antes de voltar à forma pelo primeiro filho já estava grávida do segundo!
Se a barriga ainda está larga? Claro que está! Se tem estrias? Claro que tem! Mas bolas, passou um mês, como pode alguém achar que não é normal?
Desde há um mês que a Carolina é mãe de DOIS bebés, um deles recém-nascido! Imagino que no primeiro mês de vida de um filho a prioridade da mãe seja o próprio do filho e não o seu corpo, muito menos quando falamos de uma casa onde há também outro bebé, acabado de completar um ano.
Eu acredito mais nos médicos do que nas cartas!
Gostei da foto da Carolina, sei que não é a única naquela situação e é bom haver quem mostre também o lado menos bom da vida e, neste caso, da maternidade.
É muito bom ter filhos e estas transformações do corpo da mãe, apesar de menos boas, fazem parte. Nem todas as mulheres conseguem voltar à forma tão depressa como desejariam, cada corpo tem o seu metabolismo e o importante é haver saúde!
Como é que a Maya continua a afirmar que a Carolina não pode ser saudável naquele corpo após ela dizer que tem acompanhamento médico?
Viu nas cartas, foi? Não sei quanto às outras pessoas mas eu acredito mais nos médicos do que nas cartas! E olhando para a foto só me ocorre o seguinte:
"Carolina, obrigada pela partilha e parabéns pela coragem. És um exemplo para outras mães que ainda não conseguiram voltar a caber nas roupas que tinham antes de engravidar!"

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Educar um filho na cidade ou no campo?

Eu escolhi o campo!

Nasci e vivi na minha cidade até aos 18 anos.
Aos 18 mudei de cidade: saí de casa da mãe para estudar.
Aos 20 conheci o H.
Vivemos 2 anos na cidade onde nos conhecemos e, aos meus 22, mudámo-nos para a vila 'dele'.
Inicialmente eu estava em estágio, fazia todos os dias 60km: vivia na vila e 'trabalhava' na cidade distrito.
Quando acabei o estágio fiquei mais pela vila, não ia [nem vou] todos os dias a nenhuma cidade, porque não preciso!

É melhor viver no campo ou na cidade?
Acho que não há uma resposta universal. Para mim, sem dúvida, é melhor viver no campo mas compreendo quem prefere viver na cidade - gostos não se discutem.
Mas a verdade é que, hoje em dia, tudo chega a todo o lado, graças a este fenómeno chamado internet. Tanto nos chegam as notícias de todo o mundo como as compras de que precisamos.
Raras são as lojas que não têm loja online. Nesses casos, ou só porque preferimos escolher fisicamente, pegamos no carro e deslocamo-nos.

E quanto à educação de um filho?
Numa vila [e no nosso caso também na cidade concelho - que fica a menos de 15km], a educação e a saúde estão um pouco mais condicionadas. Há menos hipóteses de escolha entre escolas e - o que considero menos bom - menos atividades extra curriculares: Eu sou apologista de os colocar em várias durante o jardim de infância [enquanto ainda não têm responsabilidades] para que experimentem e saibam do que gostam mais, para depois decidir o que querem continuar quando entrarem para a escola primária.
No entanto, apesar de poucas atividades, há toda uma liberdade que não há nas [médias e grandes] cidades!

O que é viver numa vila?

  • é ter um problema de água, chegar a casa e ter 2 garrafões cheios à porta, deixados pelos vizinhos;

  • é os vizinhos perguntarem onde vamos e dizerem onde vão ou de onde vêm, mesmo sem nós perguntarmos nada;
  • é comer fruta diretamente das árvores;
  • é passar pelas pessoas e cumprimentar;
  • é ajudar e ser ajudado;
  • é ter espaços que permitam às crianças brincar ao ar livre sem perigos;
  • é ver e perceber de perto as mudanças de estação pelas árvores, flores e amimais;
  • é passar por vacas/ porcos/ cabras/ galinhas/ ovelhas/ cavalos, a caminho da escola;

  • é ter insónias de madrugada e ver o nascer do sol ao som dos passarinhos;
  • é não ter trânsito [habitualmente] para chegar a lado nenhum;
Ok, ás vezes há trânsito mas é raro..
  • é ter imensos espaços verdes; 
  • é poder ter uma horta e ver crescer alguns dos nossos próprios alimentos;
Uma mínima amostra recolhida, no ano passado, na horta do bisavô da Caetana
  • é as crianças poderem andar sozinhas sem correrem riscos;
  • é saber sempre o que os miúdos andam a fazer porque há sempre alguém que os viu;
  • é saber 'filtrar' as informações que nos chegam via facebook analógico [leia-se de boca em boca] que nem sempre são credíveis - toda a gente sabe que se inventa muito em meios pequenos;
  • é toda a gente se conhecer, para o bem e para o mal;
  • é tanta coisa..

Viver numa vila proporciona todo um contacto com a natureza que não é permitido nas cidades.


Ao mesmo tempo, pegamos no carro e em menos de nada estamos numa cidade grande, para ir com os nossos filhos a um museu ou a um concerto do panda e os caricas.
Tudo depende da vontade e disponibilidade dos pais em sair com as crianças de vez em quando.
Eu sei que as crianças de cidade também podem passar fins-de-semana nas vilas, tomando contacto com a natureza e os animais, mas não acho que seja a mesma coisa.

Por tudo isto e muito mais eu escolhi viver no campo e tenciono educar aqui a minha filha. Parece que me contradigo porque a vou colocar na creche da cidade concelho [uma cidade pouco maior do que a 'nossa' vila] mas são apenas 15 minutos de distância, bem menos do que a maioria das crianças demora a chegar à creche numa cidade grande.

[Todas as fotos deste artigo foram tiradas por mim, na vila onde vivemos e na estrada que separa a vila da cidade concelho].

quarta-feira, 14 de junho de 2017

A Caetana e em posição para nascer

A minha escolha relativamente ao sexo do bebé pendia ligeiramente mais para menino. Não sou muito feminina nem gosto muito de cor-de-rosa - não é que não goste da cor, o que eu não gosto é da tendência exagerada de ser TUDO cor-de-rosa quando se fala em meninas.
Vestir um menino é mais fácil, qualquer 'trapinho' lhe fica bem e não há ganchinhos nem lacinhos para prender o cabelo.
Acontece que, às 21 semanas, a Caetana mostrou ser uma menina. Já tinha nome porque eu e o pai já tínhamos escolhido para ambos os sexos.
Ontem, 10 semanas depois, fizemos nova ecografia. O Dtr disse que se via bem o sexo e eu perguntei se se mantém menina - apesar de o Dtr ter dado logo a certeza às 21 semanas.
O H desatou a rir, pensando tratar-se de algum tipo de esperança da minha parte em que, afinal, fosse menino. Mas não, a minha pergunta foi exatamente no sentido contrário.
Desde há 10 semanas que trago A meninA Caetana dentro de mim. O seu quartinho, apesar dos tons neutros, foi pensado para A Caetana. O saco de maternidade tem roupas para elA. Tudo foi pensado para A Caetana.
Ontem, quando fiz a pergunta ao Dtr fiquei extremamente feliz em ouvir 'sim, é mesmo uma menina olhem aqui' - eu não percebi nada da imagem mas confio na palavra do Dtr.
Agora, depois de 10 semanas não me faria qualquer sentido que fosse menino. Estou muito feliz em saber que a Caetana é mesmo uma menina. Não me faria sentido, 10 semanas depois, saber que se tinha tratado de um engano, como acontece tantas e tantas vezes.

Depois falámos sobre o parto. A Caetana já está virada para baixo e tudo indica que será parto normal. E o H voltou a rir-se por causa de eu 'preferir' cesariana.
Ora, não é que eu prefira cesariana. Eu, na minha mais profunda vontade, até preferia parto normal, sem epidural sem nada mas... e coragem para isso?
Até com epidural me assusta o parto normal, as dores.. Preferia cesariana no sentido de estar a dormir e não custar nada no momento, mesmo que digam que a recuperação é pior.
No entanto, sabendo que o médico defende parto normal, quem sou eu para pedir cesariana só por medo das dores? Não tenho assim tanto medo que me leve a pedi-lo contra vontade do médico, até porque num parto normal é tudo mais natural, todo o corpo colabora melhor.
A minha preferência era mesmo só essa: o medo!
Assim, o que perguntei quando falámos no parto normal foi apenas 'com epidural, certo Dtr?' Ao que ele respondeu 'pois claro que sim!'
E assim vim descansada com a nossa menina em posição e mentalizada que, se Deus quiser, terei um saudável parto normal daqui a umas semanas, quando a Caetana achar que chegou o seu momento de vir ao mundo!


terça-feira, 13 de junho de 2017

Mala de maternidade

No fim de semana de fim de 30 semanas fizemos o saco de maternidade da Caetana.

O meu ainda não está feito mas o da bebé era a urgência.
Para primeira roupinha, no hospital, mandam levar:
- Roupa interior: body de manga comprida e collants [só me lembrei depois da foto];
- Roupa exterior: Fofo com camisola;
- Gorro;
- Fralda descartável;
- Fralda de pano;
- Manta;
- Não mandam levar luvas mas nós levamos.
[falta um casaquinho branco].

Segunda roupa:
- Body;
- Collants [porque a roupa não é 100% algodão e não quero arriscar];
- Camisola e calças;
- Gorro;
- Fralda de pano;
- Manta;

Terceiro dia:
- Babygrow;
- Gorro;
- Fralda de pano.
[as mantas e luvas dos outros dias servem].

Entretanto ainda não temos mais fraldas descartáveis mas, em princípio, serão iguais à da primeira roupa - da rebento - que são ecológicas.
Faltam também as toalhitas, quero perguntar no hospital se podemos levar compressas, não me agradam as toalhitas - sei que serão muito úteis, mas mais para a frente.
Vou mandar vir um Swaddle, se chegar a tempo [de ser lavado e passado] ainda o coloco na 1ª roupa..

Estas são as roupas que estão no saco [principal] de maternidade - aquele que vai andar comigo sempre que me afastar alguns km de casa - depois haverá outro saco para o pai levar, com mais roupa, uma vez que 100km separam a nossa casa do hospital: mais bodies, babygrows, meias, sapatinhos [só por prevenção porque estando a bebé tapada não precisa de sapatinhos].
Além disso, é normal a bebé sujar-se e ter de trocar de roupa e eu gosto muito de roupa prática.
Sei que ficam muito lindos nas fotos com certo tipo de roupa mas, inicialmente, os bebés passam muito tempo deitados e acho importante que ninguém se esqueça disso.
Adoro registar tudo em fotografia mas é mais importante o conforto do que as fotos bonitas! Eu vou ter uma bebé, não uma boneca.
As roupinhas estão nestes saquinhos individuais, a primeira está logo por cima para facilitar.

Se alguém, principalmente mães, tiver algo a acrescentar eu agradeço imenso. Estou mais descansada porque já fiz a mala mas tenho receio que falte algo, é muita novidade junta..
E eu depois dou feedback, sobre se chegou / faltou, que quantidade usou no hospital [tentarei depois fazer um post sobre isso quando viermos para casa com a bebé].

quinta-feira, 8 de junho de 2017

O melhor acaso de sempre

Um acaso que estava destinado, tinha de acontecer!
Logo hoje, que dizem ser o dia dos melhores amigos, Parabéns a nós!
Casámos em agosto mas o 8 de junho há-de ser sempre especial ♥️
Que venham muitos mais anos a teu lado, meu amor!
♥️

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Ser feliz

Eu sou feliz!
Não tenho tudo o que gostaria, tenho o essencial para ser feliz!
Passei a ser mais feliz quando comecei a dar mais valor ao que tenho e a pensar menos no que poderia ter.
Não sou milionária por isso, materialmente falando, não posso ter exatamente tudo o que queria!
Mas posso ser feliz com o que tenho e, graças a Deus, nunca me faltou nada. Veremos o essencial para ser feliz:

  • Nunca passei fome;
  • Sempre tive teto;
  • Sou casada e feliz com o meu marido;
  • Estou grávida;
  • Eu e o meu marido partilhamos a mesma opinião/ valores quanto à educação que queremos dar à nossa filha;
  • Temos três cães: um pequenino dentro de casa e dois maiores fora;
  • A nossa casa tem três quartos: o nosso, o da Caetana e o de visitas - o essencial visto vivermos no mesmo sítio que a família dele mas a 100km da minha.
Quando algo me corre mal, tento sempre ver o que posso retirar de positivo. Nem sempre é possível e, quando não é, não tenho outro remédio a não ser adaptar-me à situação e não me vitimizar para que, quem me rodeia, não tenha pena de mim - detesto que tenham pena de mim!
Eu também choro quando preciso de chorar. Choro no momento em que algo corre mal e não há lado positivo [umas vezes não há mesmo, outras sou eu que só os vejo mais tarde], depois adapto-me porque a vida continua! Não ando eternamente a ter pena de mim porque não é isso que me vai resolver a situação.

Falando de uma situação real da minha vida onde há algo positivo: estou a dar AEC'S [Atividades de Enriquecimento Curricular], recebo pouco dinheiro mas só trabalho 1 hora por dia, e não trabalho terças - dias de consultas de gravidez. Podia encarar a situação de duas formas:


  1. Bolas, recebo tão pouco, que miséria!
  2. Boa, recebo algum e estou praticamente à porta de casa. Ainda por cima só 1 hora por dia, em princípio, se Deus quiser, vou poder cumprir o contrato até ao fim sem precisar de meter baixa. Melhor ainda: nem preciso de faltar para ir às consultas que são a 100km.
O ordenado é o mesmo, a forma como encaro a situação é comigo! Cabe-me encará-la pelo lado positivo ou negativo!
Claro que eu encaro o segundo ponto de vista - o lado positivo da questão - e estou bastante satisfeita. Dentro da minha condição de grávida, tive aqui uma ótima hipótese de ganhar algum dinheiro e, ainda por cima, na minha área. Não estou colocada como professora, mas trabalho com crianças!

Nós não podemos ser vítimas dos males que nos acontecem na vida.
Se queremos ser felizes temos de encarar os aspetos bons da nossa vida e deixar de pensar no que podíamos ter ou fazer se a nossa vida fosse diferente.
Não é "Eu ia para o ouro lado do mundo durante um mês se ganhasse o euromilhões" mas sim "Eu vou para outra zona do meu país 1 semana para sair da rotina e espairecer a cabeça". São destinos e tempos diferentes? São, mas são férias, é descanso!
Se começarmos a pensar mais "Eu sou feliz porque..." em vez de "Coitada de mim porque..." vão ver que tudo parece melhor e mais fácil de resolver.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

maio


  • O meu primeiro dia da mãe;
  • Quinto mês sem fumar;
  • Montámos o quarto da Caetana. Ainda não está a 100% mas já se nota que é um quarto de bebé;
  • Já devia ter a mala de maternidade preparada, está apenas 'encaminhada';
  • Comprámos as primeiras fraldas reutilizáveis da Caetana;
  • Engordei imenso;
  • Começaram-me a inchar os pés;
  • Feliz dia da Criança para iniciar este mês de junho!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

As primeiras fraldas reutilizáveis

A Caetana já tem as primeiras fraldas reutilizáveis, que irá começar a usar assim que viermos do hospital, se já servirem. Optámos por não comprar tamanho recém-nascido, achámos que serviriam pouco tempo e pensamos que as que comprámos servem perfeitamente a um bebé recém-nascido.
Fomos à Ecologicalkids e a funcionária mostrou-nos as fraldas de bolso e fraldas tudo-em-um [também mostrou as pré-dobradas mas essas não estavam nos nossos planos].
Optámos apenas pelas de bolso e comprámos, para já, 6:
- 2 piriuki
- 2 blueberry
- 2 charlie banana

As primeiras fraldas reutilizáveis da Caetana

As primeiras quatro parecem-nos dar desde o início, as Charlie Banana é que já são maiorzinhas [na foto, a azul e a rosa].
Só comprámos estas por uma questão de padrões. Sabemos que há imensos e que o aconselhável é ter cerca de 30 fraldas. Assim, quisemos comprar apenas fraldas de que gostássemos mesmo e, aos poucos vamos mandando vir do site.
Uma das razões para a escolha destas fraldas é a questão económica, portanto, não valia a pena estar a comprar só para ter em stock porque depois ia acabar por comprar fraldas em excesso, por gostar de outros padrões que fossem aparecendo.
Esta é uma das desvantagens destas fraldas - os variados e giríssimos padrões! Há imensos e a grande maioria são espetaculares, o que faz com que as mães acabem por gastar mais dinheiro, comprando mais fraldas do que as necessárias.
Estou a brincar, tem de ser tudo uma questão de bom senso. Por isso é que ainda só trouxemos estas.. Até às 25 posso ir perdendo a cabeça à vontade com diferentes padrões, depois das 25 logo vemos se precisamos de mais ou não..
Agora passemos ao que interessa para quem está fora do assunto.

O que é uma fralda de bolso?
A fralda de bolso tem a camada exterior impermeável e, no seu interior, um bolso para colocar absorventes de acordo com a necessidade. Durante o dia coloca-se um absorvente, para sestas ou viagens dois ou mais, para que a fralda se aguente durante mais tempo.
Cada fralda trás 2 absorventes e, se virmos necessidade, é possível comprar absorventes extra, uma vez que demoram mais tempo a secar do que as fraldas.
O tecido da fralda é Stay-Dry, ou seja, o xixi do bebé passa "para baixo" onde está o absorvente e a parte que está em contacto com o seu rabinho mantém-se seca. Claro que a fralda deve ser mudada na mesma porque, apesar de seca, esteve em contacto com o xixi mas, se não pudermos mudá-la logo, o bebé estará mais confortável, com o rabinho seco.

O que é uma fralda tudo-em-um (ou all-in-one)?
É uma peça única, ou seja, uma fralda já com o absorvente incluído (cosido na própria).
Se por um lado é mais prático, por outro demoram mais tempo a secar, porque os absorventes são o que demora mais a secar e, nestas fraldas, não é possível fazer a separação.
No entanto, poderão ser a melhor opção para a creche, caso haja algum inconveniente com as de bolso, onde convém separar o absorvente da fralda quando esta é retirada à criança.

E depois, tiramos a fralda e colocamos onde?
Fácil, só precisamos de dois tipos de saco [e convém ter dois sacos de cada tipo para utilizar um enquanto o outro está a lavar], para balde e para transporte, ambos impermeáveis e laváveis na máquina, juntamente com as fraldas:

Saco para balde - serve para guardar as fraldas em casa, tipo cesto da roupa suja, com a diferença de que o próprio saco também vai à máquina. É aberto em cima e tem um fecho em baixo.
Vamos colocando as fraldas e, no momento da lavagem, é só pegar no saco, abrir em baixo e colocar tudo na máquina - com os movimentos do tambor, as fraldas e absorventes saem do saco durante a lavagem.
Escolhemos este em branco e já colocámos no balde da Caetana
Saco para transporte - permite guardar as fraldas quando estamos fora de casa e serve perfeitamente para levar para a creche.

Imagem retirada do site da EcologicalKids porque ainda não comprámos nenhum

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Querida Caetana #7meses

Entrámos nas 28 semanas de ti, ou seja, nos 7 meses. Começámos logo com consulta.
Estamos com 6kg a mais desde última consulta, ou seja, 6kg engordados neste último mês. Gosto de falar no plural para pensar que este peso também é teu quando, na realidade, sei que ainda não é o caso [tens o teu peso claro mas nada que se compare a estes exagerados 6kg]. Até a senhora enfermeira me mandou pesar duas vezes, pensando tratar-se de algum erro.
Em toda a gravidez engordei 11kg - o que até agora não seria mau de todo, se 6 deles não tivessem chegado apenas no último mês.
Dada a situação já comecei a fazer mudanças:
  • Acabou-se o leite de soja, que comprava em pacotes pequeninos para lanches mais apressados - estão cheios de açúcar e nunca tinha reparado nisso;
  • As bolachas agora são Maria: têm pouquíssimo açúcar e zero sabor!
  • Os cereais do pequeno almoço também mudaram para uns muito menos açucarados;
  • Tenho de controlar o apetite excessivo que tenho tido. Penso que este é o ponto mais fácil, primeiro porque o facto de saber que engordei tanto ajuda o psicológico a controlar o apetite. Segundo porque o calor costuma dar sede mas não fome, e ele está a chegar.
Qual o problema do peso? Há a questão estética claro, mas essa resolve-se no pós-parto, com muita força de vontade!
Depois há a questão saúde, principalmente a saúde dos meus pés, que estão inchados e têm doído, principalmente de manhã quando me levanto e, durante o dia, se andar muito ou estiver demasiado tempo de pé. Não é só da gravidez, eu já tinha problemas nas articulações [no geral, não apenas nos pés], mas ultimamente ando pior.
Ora, se já assim ando pior, nem imagino como será se continuar a engordar 6kg por mês. Quanto mais pesar o meu corpo, mais dores terei nos pés!
Além do peso e das dores nos pés, também as mãos andam inchadas e dão dores horríveis [principalmente de manhã]. Por vezes tenho formigueiros nos dedos, cada vez mais frequentemente.
Já começo também a cansar-me mais do que o normal, noto isso a passear o cão, que é um passeio mega curtinho.

Tirando estes "efeitos secundários" de grávida que fazem parte do processo, está tudo bem, fazemos ecografia dentro de 3 semanas mas o teu coraçãozinho batia bem, e o doutor percebeu que estavas de cabeça para baixo - como tens estado em quase todas as consultas. [Cá para mim vais andar até ao fim com a cabeça para baixo e vais virar-te à última da hora :P]

Esta parece uma publicação queixosa mas não, é apenas uma publicação de registo para leitura futura. Se me perguntarem se voltava a engravidar mesmo com estas dores a resposta é certa e sem qualquer dúvida: Claro que voltava! Tudo vale a pena por cada murro e pontapé que dás aí dentro! E vai valer ainda mais quando estiveres nos nossos braços!
Vídeo desta semana
Aqui estamos nós, mais redondinhas
Tu, Caetana, e o Óscar a apanhar sol

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Sábado e domingo para a Caetana


O plano inicial para sábado era começar no IKEA de Loures, seguir para a EcologicalKids no parque das nações e, estando ali, passar também no Vasco da Gama. Depois vir logo embora ou ainda passar no Colombo.
Saímos de casa bem cedinho [6h30] e conseguimos chegar ao IKEA a uma boa hora: 10h20.
O problema foi depois, saímos já quase às 15h e, pior, com a carrinha completamente lotada - imaginem uma carrinha familiar com os bancos de trás baixos e com compras desde a mala até aos bancos da frente, que também chegámos um pouco à frente - Não cabia mesmo mais nada, até tive de vir eu a conduzir para o meu marido ir um pouquinho menos apertado ao lado.
Conclusão: viemos do IKEA diretamente para casa, por volta das 15h - sim, precisamente na hora do calor de sábado, quando estiveram mais de 30º [ao contrário de domingo, em que esteve muito mais fresco e até bastante vento]. Portanto, sábado fizemos 600km só para ir ao IKEA e voltar para casa.
E chegar do IKEA e deixar tudo fechado não podia ser, por isso ainda fomos montar as mobílias da sala.

Domingo de manhã o marido acordou cheio de vontade e montámos a cama da bebé.
À tarde, ele andou a dar um jeito nas paredes do quarto e eu fiz um inventário e arrumei as roupas da Caetana: tirei tudo dos sacos, pendurei babygrows, arrumei camisolas, calças e bodys [tudo por tamanhos e conjuntos], juntei sapatinhos, mantas, gorrinhos, babetes, meias..
Nada está lavado mas está tudo arrumado e inventariado.
Já temos algumas coisinhas para levar na mala de maternidade mas ainda não temos tudo, temos de tratar disso.
O essencial do quarto está montado [carrinho incluído], mas ainda falta muita coisa. Aliás, vendo bem ainda falta metade ou mais.. Mas a divisão já começa a ganhar forma de quartinho de bebé e a ansiedade já começa a aumentar.
Entrámos esta semana nos 7 meses, o que quer dizer que tenho de preparar tudo porque a qualquer momento a Caetana pode nascer [apesar da ansiedade prefiro que ela espere, pelo menos, até às 36 semanas] mas não quero arriscar em deixar pormenores para o fim.


Esta será a cama da Caetana
O quarto vai ser todo montado mas a cama só vai ser feita após o nascimento, por superstição.
Dentro dela estão alguns lençóis e peluches para a Caetana, e está também a mala que será para a maternidade - aquele saco que se vê na fotografia.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Comer chocolates/ guloseimas antes dos 2 anos?

Para quê? Qual é o objetivo?
Mas só um bocadinho não faz mal
E bem? Faz algum bem? Qual é a vantagem de experimentarem essas 'porcarias' tão cedo?
Depois vai ficar com vontade.
Não vai porque não conhece! Nem precisa de conhecer antes dos dois anos! Mesmo aos dois anos não devia mas, antes que algum amiguinho leve para a creche, prefiro dar-lhe eu a provar em casa.
Deixa-o comer, não lhe estragues a infância!
Deixo! Depois dos 2 anos - idade em que ainda está na infância - e em quantidades controladas, não precisa de comer todos os dias. Nem sequer todas as semanas.
Olha que fruto proibido é o mais apetecido.
Eu sei disso e não vou andar feita maluca a negar constantemente.
No entanto, uma das formas de não cair em tentação é não ter dessas coisas em casa. É o que fazemos agora que somos só os dois, porque razão havemos de mudar esse hábito?
Nós somos muito práticos, só compramos o que realmente consumimos, e em quantidades relativamente certas, não costumamos fazer comida a mais. Às vezes comemos mais só para não deitar fora. Custa-me muito deitar comida fora [toda a vida a ouvir "tantas crianças a passar fome e tu não queres a sopa e o peixe?!"] agora custa-me horrores deitar comida fora, é que o meu cão não come comida nossa porque não lhe faz bem.
Por norma fazemos compras semanais no fim de semana e preferimos ter de voltar ao supermercado durante a semana do que comprar em excesso e deixar estragar.
Também não compramos chocolates - só muito raramente - não que não gostemos mas aplicamos o velho ditado de "olhos que não veem, coração que não sente" e assim não caímos na tentação de comer toda uma embalagem de chocolate de uma só vez, como acontecia quando as comprávamos.
Ainda por cima toda a gente sabe que o açúcar é viciante. Deixando de o consumir passamos a ter cada vez menos vontade de o procurar.
Há uma variedade tão grande de alimentos que as crianças podem comer, qual será o objetivo de lhes dar chocolates e gomas antes de terem sequer dois anos?
Coitadinha, depois fica a olhar para os outros.
A Caetana não terá esse problema. Se tudo correr bem e eu arranjar emprego, a creche para onde ela vai não permite chocolate nos bolos de aniversário de crianças com menos de dois anos [ou três, não tenho bem a certeza, mas antes dos dois os bolos são o mais básico possível]. E eu acho muito bem. Se os pais quiserem dar em casa é com eles. Caso contrário não é na creche que o come. Não permitindo chocolate fica a questão uniformizada: todos podem comer bolo [porque não tem chocolate] e nenhum fica a olhar por ter pais conscientes que não deixem comer chocolate com apenas um ano de idade.
Acho que para tudo há um momento, uma oportunidade!
As crianças têm muitos anos para experimentar todo o tipo de guloseimas, quanto mais tarde começarem, melhor para a sua saúde.
Está rechonchuda, que linda!
Esta é a frase que eu nunca vou querer ouvir relativamente à Caetana!
Uma criança rechonchuda pode ser mega fofinha fisicamente, mas não é uma criança saudável. Longe vão os tempos em que gordura era formusura. Já toda a gente sabe que gordura é sinónimo de falta de saúde.
Imagem retirada do Google
Estão a ver a imagem em cima? Um bebé feliz a comer. E a comer o que? Cenoura! Sim, porque os bebés gostam de alimentos saudáveis, só precisam que nós, adultos, os coloquemos ao seu alcance!

sábado, 13 de maio de 2017

Quem escolhe o nome do bebé?

A escolha do nome.
Para mim é obvio que quem escolhe o nome são os pais! Mais ninguém tem sequer que gostar.
Claro que toda a gente tem a sua opinião, haverá quem goste e quem deteste. Cada um é livre de a dar, eu sou livre de a ouvir e não fico minimamente chateada quando torcem o nariz ou dizem que não gostam. Aliás, no fundo até fico contente, assim são menos pessoas com probabilidade de o repetir.
Eu não conheço, pessoalmente, nenhuma Caetana. Sei que existem e conheço algumas através do Instagram, pessoalmente nenhuma.
Também não acho que seja um nome assim tão diferente quanto isso. Enquanto pais temos de ter esse discernimento - o de saber que o nome é a identidade da pessoa, algo que não se muda [apesar de ser possível].
Quando as outras pessoas não gostam.
No nosso caso, a maioria das pessoas estranha o nome. Quase ninguém gosta. E é para o lado que dormimos melhor. Nós, mãe e pai da criança, gostamos e isso basta-nos.
Aliás, quando perguntavam se a bebé já tinha nome a resposta era praticamente automática, os nomes [feminino e masculino] já estavam decididos ainda antes de sabermos o sexo só que, nessa altura, ainda chegámos a responder que estava apenas mais ou menos pensado, o meu marido não queria dizer para não agoirar [nunca percebi muito bem porquê mas respeitei]. Após saber o sexo, a resposta passou a ser automática. Sem vergonhas nem medo de opiniões alheias.
O que não suporto [e, graças a Deus, acho que ainda não nos aconteceu] é dizerem:
- "Ai que nome tão estranho, não querem escolher outro?" ou "Caetana? Não ficava melhor _____".
É que uma coisa é não gostar - e ainda bem que não gostamos todos dos mesmos nomes - outra já é intromissão excessiva num assunto que nada lhes diz respeito.
Quantos nomes deve ter?
O número de nomes que os pais desejarem!
No nosso caso decidimos que terá seis nomes: dois nomes próprios, dois apelidos maternos e dois paternos.
E há quem reaja perguntando:
- Coitadinha, e depois como será na escola? Metam-lhe só três nomes que chega bem.
Essa comigo tem resposta direta:
- Na escola aprende como os outros. Quando quiser ver as notas na pauta até lhe vai dar jeito, como me dava a mim!
A diferença entre ela e eu é que entretanto já tenho mais dois apelidos - do meu marido. Quando souber assinar vou aconselhá-la sempre a não assinar o nome completo. Eu sempre o fiz e continuei a fazê-lo depois de casada. Mas, enquanto adultos temos tanta papeladas para assinar que não imaginam o quanto estou arrependida. Quando formos tratar do cartão de cidadão da Caetana quero aproveitar para mudar a minha assinatura.
A pronúncia do nome.
- Como? Cáitana?
- Cáitana não, há-de cair algumas vezes, quando começar a andar mas é Caetana [sem acento]!
Esta então deixa-me possuída. Eu acabo de dizer CORRETAMENTE o nome da minha filha e as pessoas confirmam-no colocando um acento no primeiro A. Mas porquê? Não ouvem bem? Claro que eu deduzo que as pessoas não façam por mal, então dou esta resposta mas sempre em tom de brincadeira.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Higiene Natural

Lembram-se de ontem eu ter dito que hoje vinha falar de um outro assunto sobre o qual ando a pesquisar e que tinha a ver com a higiene da bebé?
Pois bem, esse tema é a Elimination Comunication ou Higiene Natural e consiste em colocar os bebés no penico logo bebés, com poucos meses.
Calma, não comecem já a pensar que é estúpido e quero tirar a fralda precocemente porque não é nada disso. O objetivo da Higiene Natural não é promover o desfralde precoce - o desfralde acontece apenas quando a criança estiver preparada para tal. Quando imposto pelos adultos, pode resultar em posterior regressão, o que é péssimo para a criança.
Mas voltemos ao tema, a Higiene Natural consiste em perceber os sinais do bebé para o colocar no penico para fazer as suas necessidades. O que não o impede de as fazer em qualquer lugar pois continuará sempre a andar de fralda, que só lhe é tirada no momento de ir ao penico. Ou seja, não quero que a minha filha me peça para ir ao penico, eu é que tenho de compreender quando ela precisa de o fazer. Segundo praticantes de HN, caso não nos seja possível tirar a fralda em determinado momento do dia, não tiramos e pronto [esta é uma das minhas questões, eu considero mais viável que após começar com HN não se deve quebrar só porque não dá jeito no momento - mas ainda ando apenas em pesquisas].
É muito mais confortável [e higiénico] para o bebé fazer cocó para um penico do que para a fralda. Se a fralda fosse confortável todos nós andaríamos com uma e perdíamos menos tempo em deslocações à casa de banho.
Claro que, mais tarde, a prática de Higiene Natural irá ajudar no desfralde porque os pais já conhecem os sinais de quando os filhos necessitam de fazer as suas necessidades mas, inicialmente o desfralde não tem absolutamente nada a ver com o assunto. Até porque em processo de desfralde não andamos a retirar a fralda apenas no momento de casa de banho, tiramos e vamos lembrando a criança de que é necessário ir à casa de banho de vez em quando, evitando que se distraia a brincar.
A Higiene Natural evita as cólicas, uma vez que os pais podem segurar no bebé com as perninhas ligeiramente levantadas, facilitando assim a saída das fezes. O processo é ainda facilitado para os pais de meninas, que não têm pilinha a precisar de ser empurrada para baixo.

Só vejo um problema, a questão que referi acima: o facto de poder ser praticada apenas de forma parcial - quando há disponibilidade - A minha questão é que, depois de a criança se habituar, não se sentirá confortável em sentir a fralda suja.
Preocupa-me a questão da creche, porque é obvio que Higiene Natural não é prática de um local com 10 bebés. No entanto, acho que talvez o bebé se consiga habituar e associe que penico só em casa.
Já aderi ao grupo de FB "Bebe sem Fralda - Brasil Higiene Natural", onde vou acompanhando o testemunho de outras pessoas que praticam HN.
Acredito que já haja pessoas contra esta prática, algo que é sempre bom ler para perceber outros pontos de vista mas ainda não me foquei muito no assunto. Por enquanto tenho andado apenas a pesquisar testemunhos de quem o faz.

Há por aí leitoras que pratiquem Higiene Natural? Deixem o vosso testemunho ;)

Imagem retirada do Google
Praticando ou não Higiene Natural, penico a Caetana já tem. Mas só porque herdou o meu 😛



terça-feira, 9 de maio de 2017

Escolhas sobre o que comprar para a bebé

O mundo está sempre a evoluir e como tal não podemos ficar parados. Eu estou sempre pronta para experimentar coisas diferentes, principalmente agora que vou ser mãe. O mundo dos bebés está tão evoluído que temos de pensar duas vezes antes de comprar seja o que for. É preciso parar, olhar e pensar 'preciso mesmo disto? Ou é só giro e até dá jeito mas vivo bem sem ele?'
O que venho falar hoje são bens essenciais: banheira e fraldas! E, até nos bens essenciais, temos de fazer escolhas.
Eu não tenciono fazer tudo como fez a minha mãe que me educou há quase 30 anos. Desde o meu nascimento, muita coisa mudou, muitos estudos foram feitos, imensas foram as evoluções.
As nossas escolhas, não sendo assim tão recentes ainda não existiam - não desta forma - quando eu nasci.
Banheira Shantala
A primeira banheira da Caetana vai ser uma banheira Shantala. Até já a tem porque quando falei no assunto a mãe do primo de [na altura] 6 meses disse logo para a trazer porque já não lhe servia - ainda não a trouxe mas sim, tenho de a ir buscar quando for ver o pequeno.
No meu tempo, o mais parecido com a Shantala eram baldes/ alguidares sem nomes especiais, pequenos de mais, nunca denominados sequer de banheiras - imagino que servissem para dar banho a quem não tivesse possibilidade de ter uma banheira.
Afinal não são assim tão pequenas e, estudos recentes, demonstram que têm o tamanho ideal para que o bebé que sinta aconchegado como sentia no útero materno.
Estou um pouco aflita porque também já li que poderá não ser fácil para pais de primeira viagem - por falta de jeito - mas penso que tudo se resolverá. A minha prima adorou!

Fraldas reutilizáveis
Isso mesmo. As fraldas de pano, bastante mais evoluídas do que antigamente como é lógico!
Este ponto ainda não está totalmente decidido. Andamos a estudar a possibilidade e, apesar de 95% da decisão estar a pender para o sim, ainda temos 5% de receio de nos virmos a arrepender mais tarde - atendendo ao valor de cada fralda, não é algo que se possa comprar só por experiência. Poder até pode, comprando apenas 1 ou 2 mas, a meu ver, só sabemos se de facto resulta se tivermos um stock considerável, que nos permita lavar fraldas apenas de 2 em 2 ou 3 em 3 dias. Para isso, é necessária uma boa quantidade de fraldas - cerca de 30 a 40 se não estou em erro, para se poderem trocar e manter as sujas num balde 'próprio'. 
Mas passemos ao que interessa. Estamos a considerar esta hipótese, principalmente, por três razões:
  • Mais económico - pagam-se todas de uma vez e está feito!
  • Melhores para o rabinho do bebé - não fica assado e não está sujeito a tanto calor como acontece com as fraldas descartáveis;
  • Amigas do ambiente - por razões óbvias.
Tudo começou com uma publicação no instagram MyPetitMiracle, queixando-se do ar de gozo das pessoas quando ela falava em não usar fraldas descartáveis. Comentei que, se me dissesse a mim, olhá-la-ia com admiração devido a ter de andar sempre a lavar fraldas. Ao que me respondeu que não custa assim tanto porque secam super rápido. Fiquei a pensar no assunto, fui pesquisar e percebi que, se calhar, até são mesmo a melhor opção.
Antes de me iludir falei no asssunto ao meu marido [que é um pouco mais tradicional que eu e a quem não foi fácil explicar, por exemplo, o bom de uma banheira Shantala], e eis se não quando ele me diz "parece-me uma ótima ideia, o preço compensa?"
E portanto estamos mesmo tentados a utilizar fraldas de pano.
Pessoas que utilizam estas fraldas, estão contentes ou arrependidas? Têm algo a dizer sobre marcas/ lojas de que mais gostaram?
Entretanto também já me juntei ao grupo de Facebook 'Fraldas Reutilizáveis' e ao 'Ecologicalkids Fraldas - Portugal'.
Ando também a pesquisar sobre outro assunto, relativo à higiene do bebé, amanhã falarei sobre isso 😊

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Dia da Mãe

O primeiro cá em casa, ainda que não oficial.
Não houve prendas, não concordamos com esse excesso de consumismo. Vão haver lembranças [que estavam esgotadas] para assinalar o dia.
Tal como fiz no dia do pai, fui ao site Mr Wonderful - desta vez a pedido do pai - e só ainda não fiz q encomenda porque o livro estava esgotado. Para evitar os portes de envio extra, vou esperar que volte a estar disponível.
Entretanto, para as avós, vamos também mandar vir uma outra caneca, também do mesmo site.
O livro tem o mesmo objetivo que o do dia do pai: ser mandado vir pelos filhos para o entregarem, já preenchido, à mãe. Nós mandámos vir para irmos preenchendo nos primeiros anos de vida da Caetana.
Durante a tarde levei a Caetana [como se não a levasse sempre comigo 😛] a conhecer os outros melhores amigos de quatro patas.
Claro que já tinha estado com eles desde que estou grávida, mas nunca permiti que se chegassem tão perto como ontem.
A cadela mais que o cão, ele é demasiado bruto e fiquei com receio que me pudesse dar algum safanão na barriga.
O que se vê na foto é o focinho do cão e a pata da cadela, que se aproximou sempre com a sua natural calma. 

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Coisas de miúdos #3

Diálogo entre duas crianças de 8 e 9 anos.
8- Opah tu estás sempre a beber água. Olha que quanto mais bebes mais m1j@$.
9- E quanto mais choro menos m1j@ por isso é fácil, é só passar o dia a beber água e a chorar para não estar sempre a caminho da casa de banho..

Eles lembram-se de cada argumento 😒

terça-feira, 2 de maio de 2017

E aquelas opiniões que nós não pedimos?

Ontem tive de ignorar uma pessoa para não ser mal educada. É que fiz mesmo que não ouvi.
Estivemos com uma cadela que já conhecemos. É de raça grande mas por ter apenas 2 meses ainda só tem o dobro do tamanho do nosso Yorkie. Primeiro aproximou-se o H e disse-me para o deixar ir. Ele, com ciúmes, foi logo armado em parvo a ladrar à outra, o que me fez dizer ao H para lhe dar uma palmada que assim não podia ser.
É então que oiço uma voz "Não lhe batas, eu também tenho uma cadela dessa raça e eles são mesmo assim antissociais".
Mau! Cada um sabe o que tem em casa! Eu tenho o meu Yorkie há quase 2 anos, sei bem como ele é. Ele até é sociável com outros cães, só custa o primeiro contacto. E também tem o seu lado mau, é bem capaz de tentar atacar o outro se se sentir protegido por nós e principalmente se tiver ciúmes.
Mas que raio leva uma pessoa a meter-se assim na vida de outra??
Já me irrita quando dizem "Oh, não lhe batas, coitadinho" porque até parece que o estou a espancar.
Agora, dizerem-me que o meu cão é antissocial só por ser Yorkshire Terrier? Uma pessoa que nunca me viu na vida? Que nunca fez sequer uma festa ao meu cão?
E dizer-me para não lhe bater quando o meu cão está a "atacar" outro?? [eu sei que no fundo ele não ataca mas não gosto que tenha estas travadinhas agressivas].
Desculpem mas não. Ainda bem que consegui ignorar porque eu não ia conseguir ser simpática!
Para começar temos mais 2 cães, de raça grande, com os quais esta coisinha pequena está habituado a lidar e com quem está mal habituado porque manda neles que é impressionante [apesar de não servirem de grande exemplo porque nunca lhe farão mal na nossa presença], mas temos também mais três cães de outras primas:

  • um Chiuaua - agressivo e antissocial com animais e pessoas mas do tamanho do nosso e castrado - são mega amigos e é sempre uma brincadeira desgraçada!
  • um Jack Russel - não percebo. Conhecem-se desde que o meu é bebé mas, talvez por estarem juntos sempre em território do primo o meu tem muito medo dele e da sua vontade de demonstrar quem manda [se é que me entendem].
  • um Staffordshire Bull Terrier - uma raça supostamente perigosa, mas apenas aos olhos da lei. Com este primo ele só teve uma vez e pelou-se de medo. O primo chegava-se para brincar e o meu fugia feito parvo e gania, sem o primo sequer lhe tocar. Larguei-lhe a trela [a minha prima não podia fazer o mesmo porque a lei portuguesa não perdoa] e lá ia ele ter com o primo, voltava a ganir mas não fugia. Nunca chegámos a perceber o que se passou. Medo a sério não foi se não ele tinha fugido, tinha espaço para isso e o outro esteve sempre pela trela.
Isto cães conhecidos e com donos de confiança com quem está habituado a lidar. Já aconteceram encontros pontuais com outros cães também pequenos e a coisa nem correu mal. Só custa mesmo o primeiro contacto.
Mas, com ou sem exemplos, quem será aquela pessoa para opinar sem me conhecer de lado nenhum?
Eu sei que cada raça tem as suas características mas isso não quer dizer que todos os cães da mesma raça tenham exatamente o mesmo feitio e as mesmas reações ao mundo que os rodeia!
E nem que fosse, eu dou palmadas ao meu cão as vezes que achar necessário. Eu não sou tonta, gosto do meu cão mas não lhe vou fazer festas depois de ele ter tentado atacar outra cadela por ciúmes.
Eu gosto imenso dele mas ele tem de perceber que eu posso e vou fazer festas noutros animais sempre que eu quiser [e não é por isso que deixo de gostar dele]! E tem também de perceber que não pode atacar outros cães só porque sim, até para bem dele porque se algum se vira eu nem quero pensar.
Deixo-vos algumas fotos dos nossos três amores de quatro patas. Na primeira parecem só dois, o caga-tacos esta a ser lambido pela mana :P